sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O mundo sem Steve Jobs


A tecnologia de ponta acordou mais triste. A morte de Steve Jobs entristece por ser uma morte e de alguém com apenas 56 anos de idade. Ela choca por deixar claro que todo o poder não é suficiente para enfrentar algumas doenças, ainda hoje. Ela empobrece o mundo porque é óbvio que com Jobs vivo teríamos muitos anos de surpresas e transformações pela frente. Steve Jobs não apenas as apresentava, mas a presença dele ali nos assegurava que o que ele estivesse mostrando era sim o que vínhamos - sem saber - buscando. A confiança que tínhamos nele não se reproduz, e outros podem apresentar as próximas maravilhas sem que elas peguem, simplesmente por não serem Jobs.
O mundo vai mudar menos, ou com maior dificuldade, e isso nos atinge a todos. Eu sinto pelo que não vai mais acontecer. A vida sem Jobs é uma vida com menos surpresas e com menor ruptura com o passado. A vida sem Jobs é aquela vida que eu não prefiro, e é nela que eu, você que lê, o senhor aqui ao lado vamos passar o resto dos nossos dias.
Steve Jobs não vai mais acordar para olhar árvores, sol e maçãs, e não vai mais criar novas formas de transformar a todos nós em seres desse inacreditável século 21, no qual vivemos, no qual vamos seguir vivendo, sem ele. Azar de todos nós, pesar de todos nós que nos sentimos parte do contemporâneo que ele compreendeu como ninguém mais.

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